O UH não para nessa busca louca por uma vitória. E domingo tem mais:
UNIVERSIDAD HISTÓRICA X GAMBOA CITY
Data: 29/08, domingo Hora: 10:00 Local: Cogal, Ilha
O adversário é mais que conhecido, então dispensa maiores apresentações. O que por enquanto pode ser adiantado é que essa peleja vai servir de preparação para dois superdesafios que o Universidad vai enfrentar em breve, os maiores que o time já encarou em toda a sua história.
Sobre o jogo, é aquilo: chegar realmente às 10:00, jogar com o espírito putão e não ter um minuto sequer de desatenção, que já dá até pra sentir o cheiro da vitória!
Mais um integrante do corpo cavernoso jurídico do UH, que, com tanto advogado, nem precisa mais ganhar dentro de campo, basta ganhar no tapetão. Tal qual aqueles advogados de série de TV que quando não conseguem pegar o bandido dentro da lei saem fazendo justiça com as próprias mãos, Phillipe, quando não consegue parar o adversário na jogada limpa, sai baixando a porrada. Profundo conhecedor das casas de má-fama do Rio de Janeiro, também é um dos coordenadores das surubas dos craques do UH.
Dia 19 de agosto é o dia nacional do historiador. E embora muita gente não saiba, o Universidad Histórica tem muito a ver com a História. Foram alunos do curso de História da Gama Filho que, entre uma hermenêutica e outra, resolveram fundar um time, que virou um clube, que virou mania, que virou paixão, que virou esse império que nós conhecemos hoje, globalizado, atuante em todas as mídias e plataformas, que agrega a todos os credos, cores, profissões e orientações sexuais e que atende pelo singelo apelido de UH.
Que os vários tipos de historiadores se sintam homenageados no dia de hoje: o que escolheu História porque foi o primeiro curso que veio à cabeça na hora da inscrição; o que só depois de terminar a faculdade descobriu que não quer dar aula; a que resolveu estudar História porque adorava dinossauros; o Comunista Universitário (também conhecido como CU), que quer fazer a Revolução mas não abre mão da Coca-cola e de um Adidas; a patricinha da Barra que era louca pelos Backstreet Boys e hoje dança o jongo pelos terreiros da cidade; o que sacou que História era uma furada e abandonou o barco; e até aquele que, por incrível que pareça, continua nessa carreira e contra todas as expectativas gosta do que faz e o faz bem.
Nesse 19 de agosto, a família Universidad parabeniza esse sofrido, abnegado, eu diria até heróico profissional chamado historiador.
Há dois grupos de pessoas. Há os que acham que só a vitória realmente interessa. Para esses, toda derrota é sinal de fracasso e o esforço de nada vale se não há sucesso no final. E há também os que acreditam que a vida nem sempre é feita só de vitórias. Para esses outros, uma derrota pode ter um significado maior do que o fracasso. Pode ser a chance de evoluir, de cair para aprender a levantar, de compreender que toda derrota deve ser vendida caro e toda vitória deve ser valorizada ao máximo. A esse segundo grupo pertencem os bravos guerreiros putões do Universidad Histórica. Até porque, como a gente não ganha de ninguém, o jeito é tentar arrumar uma desculpa pra ficar satisfeito com as derrotas.
A manhã gelada era um convite para qualquer um permanecer na cama. Ainda mais jogadores como os do UH, sempre envolvidos em surubas homéricas virando as madrugadas de sábado para domingo. Mas como diz o hino "verás que um putão não foge à luta" e os putões não só acordaram cedo como chegaram dispostos e prontos para surpreender o sempre perigoso Canarinhos.
Começa o primeiro tempo e a sensação para a barulhenta e cri-cri torcida do UH é a de déjà vu. Mal tivemos tempo pra saber de onde vinha o golpe e já perdíamos de 4 a 0. O mau posicionamento do time aliado a uma marcação confusa deixou todo mundo perdido e o Canarinhos aproveitou. Parecia que tudo ia se repetir como sempre. Mas pra deixar bem claro que o UH, até que enfim, começa a dar sinais de evolução, o time mudou a postura. Jogando desavergonhadamente na defesa, a equipe fechou os espaços do Canarinhos que ficaram com poucas opções de jogo. Fim do primeiro tempo, 8 a 4 pra eles.
No segundo tempo, o Universidad não só manteve a postura de marcação forte, como conseguiu também sair pro jogo. Com Mário fechando o gol, Roberto firme na zaga e Renato finalizando bem o time partiu com tudo e, embalado pela torcida, botou fogo no Cogal abaixo de zero. Mais uma vez o time provou ter poder de reação, mesmo contra um adversário mais forte. Mas o estrago do apagão do primeiro tempo já estava feito. No final, um 13 a 12 para eles e a sensação de que o time se portou bem e pode evoluir ainda mais. Basta encarar que somos limitados e forçar a marcação pra só sair na boa. E é a história do começo do post. Tem que tirar coisas boas das derrotas. Perder, cair e levantar.
Universidad Histórica 12 x 13 Canarinhos
Gols: Renato Doroteia(7), Paulo(2), Phillipe, Mário, Frank
Notas
Mário - Mostrou mais uma vez que o UH resolveu o problema dos goleiros, com uma sucessão de defesas espetaculares. Ainda teve tempo pra deixar o seu. Nota 9
Roberto - Quando esteve no gol, não comprometeu. Na linha, mostrou-se seguro na formação da marcação e formou uma boa dupla com Renato no ataque. Nota 7,5
Paulo - Prejudicado por ter começado no gol. Quando foi para a linha, correu bastante e auxiliou bastante na marcação. Chegou bem no ataque e marcou dois. Nota 7
Thiago - Quando entrou o time já perdia por 4 a 0. Aplicado na marcação, não teve a mesma sorte no ataque. Nota 6,5
Phillipe - Mostrou que não tá ali pra brincar: baixou a porrada quando foi necessário. Marcou um gol. Nota 6,5
Renato Doroteia - Inspirado, o pai do ano meteu 7 gols e foi o principal nome do jogo. Dedicou os gols ao filho. Nota 9,5
Frank - Tentou muito no ataque, mas se complicou na maioria das vezes. Subiu de produção com o time e conseguiu marcar um gol de bicicleta. Tá bom, meia bicicleta. Tá bom, 3/4 de um velocípede velho com o banco quebrado. Nota 6,5
Leandro - Mais uma vez começou a partida com um time mais fraco e marcando mal, mas melhorou durante a partida. Nota 7
Antes de mais nada, queria justificar para a torcida a ausência de novos posts. Além de estar envolvido com outros projetos extra-UH, nesse momento estamos preparando algumas novidades para o clube. Ainda é um pouco cedo para revelar todos os detalhes, mas posso adiantar que, além dos preparativos para a comemoração dos 5 anos do Universidad, vem aí boas novas para torcida. Não deixem de entrar aqui sempre, porque a qualquer momento pode aparecer uma grande surpresa.
Enquanto isso, vamos voltar à nossa velha rotina. Marcado mais um amistoso do UH:
Universidad Histórica x Canarinho
Data: 15/08, domingo Hora: 10:00 Local: Cogal, Ilha
O adversário O Canarinho já é um tradicional adversário do UH. Apesar de algumas cipoadas que levamos, já conseguimos até ganhá-los! Um amistoso perfeito para os novos desafios que o UH está prestes a enfrentar.
Os mesmos lembretes de sempre, mas que não custa repetir: chegar no horário(10 da manhã, não 10 pra meio-dia); confirmar presença ou ausência e se confirmar a presença, comprometer-se a estar lá no horário; e esbanjar o velho e aguerrido espírito putão, afinal, nem estamos pedindo muito, queremos só que o UH jogue como uma mistura do Santos de Neymar e Ganso com o Flu do Muricy.
Sabe quando você tá numa festa e tem aquela mulher gostosíssima que você acha que nunca vai te dar mole? Aí, já que você não vai conseguir nada mesmo, pra não sair no prejuízo você começa a encher a cara. Mas eis que de repente, a mulher sai do canto dela e vem conversar com você. Como bom putão, você começa a jogar aquela letra para a mulher, que quase cai na conversa. Mas como você já tinha bebido muito, acaba se enrolando na ideia, trocando o nome da garota, sem contar o bafo de cachaça, e a menina, que tava toda se querendo, vai sumindo na noite. Sabe quando acontece isso? Foi mais ou menos o que rolou hoje com o Universidad na partida contra o Bombados. A gente até achou que dava, mas a parada já tava perdida.
A partida seria o primeiro amistoso do UH após a "tragédia do Sargentão", quando a equipe tomou 22 no lombo, e também marcava o retorno ao time de Frank, o "artilheiro apaixonado". O adversário era o Bombados FC, formado às pressas entre os halteres e esteiras da academia Deca Body. E a julgar pela presença maciça dos jogadores do UH, chegando a formar dois times, a vitória seria tranquila. Mas apesar de enfrentar um time formado nas coxas, quem acabou tomando na rosca alternada foi o Universidad.
O primeiro tempo parece que começou já com uns 2 a 0. Só isso poderia explicar tamanha displicência do time do UH. Os Bombados faziam o que queriam e como queriam. O Universidad marcava mal e atacava pior ainda, enquanto o adversário ia metendo gol atrás de gol. Nem a farta opção para substituições fez com que o time melhorasse e antes que o UH visse de onde tinha vindo o golpe, a equipe já perdia de 8 a 0.
O segundo tempo exigia uma mudança de postura. O UH precisava usar a inteligência contra a força para tentar qualquer coisa e foi isso que o time se propôs a fazer. Com a entrada de Belídio o time melhorou a marcação e partiu pro tudo ou nada. A torcida empurrava o time e cada gol era uma festa sem precedentes. Roberto mostrou seu faro de gol e Mário segurou as pontas lá atrás. A incrível reação do UH chegou a deixar o jogo 12 a 10 e com totais chances de empatar e até virar. Mas aí é aquela história lá de cima. Com um primeiro tempo horroroso daquele, apesar de toda garra, não deu pra gente. Final, Universidad Historica 10 x 15 Bombados.
O instante do gol eternizado
Universidad Histórica 10 x 15 Bombados
Gols: Roberto(3), Belídio(2), Renato Doroteia(2), Mário(2) e Coruja.
Notas
Mário - Mais uma grande partida, se firmando cada vez mais como titular no gol do UH. Ainda conseguiu se sair muito bem na linha, marcando dois gols. Mas apesar de muitas defesas difíceis, não conseguiu evitar o pior. Nota 8
Roberto - Como o resto do time, fez um primeiro tempo ruim, errando muito na marcação e sendo nulo no ataque. No segundo, no gol, tomou dois gols bobos, mas quando foi pra linha compensou metendo três gols e sendo um perigo constante no ataque. Nota 7,5
Thiago - Patinou na mediocridade do primeiro tempo, mas melhorou a marcação no segundo. Discreto. Nota 5,5
Belídio - Teve o bônus de não estar presente no massacre do primeiro tempo. Sua entrada modificou a postura do time, organizando a marcação e usando o corpo para ganhar as jogadas. Ainda foi importante no ataque, marcando dois gols. Nota 8
Renato Doroteia - Começou o jogo meio desligado, apesar de ser a referência do time. No segundo, contagiado pela emoção da reação, partiu pra cima e se tornou decisivo. Nota 7
Phillipe - Mal quando o time esteve mal, com a subida de produção da equipe voltou a ser o cão-de-guarda da defesa, destruindo as jogadas. Nota 5
Coruja - Mostrou muita disposição, mas seus dribles curtos ajudaram pouco. Foi importante ligação entre a zaga e o ataque no segundo tempo. Nota 6,5
Paulo - Perdeu várias oportunidades no gol, foi melhor quando voltava para a marcação. Nota 5
Renato - Lento, ficou perdido no ataque e pouco produziu. Nota 5
Frank - O artilheiro-apaixonado dessa vez não pôde dedicar um gol para Suelen. Embolou-se no ataque e não produziu nada. E quando o time reagiu, estava jogando pelo Bombados. Nota 5
Técnico Leandro - Iniciou o jogo com um time mais fraco. No segundo conseguiu colocar um time mais forte em campo e foi acertando nas substituições. Nota 6